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Progressões pedagógicas: conceito e dicas importantes

por
Cida Conti

Uma grande dificuldade dos profissionais de fitness sempre foi conseguir que as suas aulas fossem divertidas, motivantes, e ao mesmo tempo fluidas e contínuas. 
A técnica de usar “progressões” foi criada com o intuito de fazer com que uma coreografia pudesse ser ensinada sem provocar perda de continuidade e de intensidade na aula, permitindo que esta sofresse alterações de complexidade sem comprometer o a melhoria das capacidades propostas. 

O ensino de um movimento mais elaborado através de uma progressão ocorre sem a necessidade de pausas, pois os alunos facilmente identificam semelhanças entre o novo passo e o anterior, executando a mudança de forma natural.

Segundo conceitos atuais, progressão refere-se ao ato de transformar um movimento ou conjunto de movimentos em algo diferente e mais elaborado (não necessariamente mais complicado). Progressão significa, neste caso, transformar, modificar e até mesmo substituir, em alguns casos.

Contrariamente ao que a maioria dos professores afirma, a técnica das progressões não proporciona uma convivência conjunta de alunos com diferentes níveis de aprendizagem na mesma aula. Minha longa experiência permite afirmar que os alunos iniciantes, cujo estágio de aprendizagem caracteriza-se pela cópia, não conseguem executar os movimentos originais sozinhos enquanto os outros realizam as variações avançadas. As progressões dão, na verdade, oportunidade ao professor de adaptar a aula de acordo com o nível da turma, pemitindo que ele pare de aumentar o grau de dificuldade no momento em que os alunos já não sejam capazes de acompanhar.

Dentre as muitas outras, a maior vantagem apresentada pelas progressões encontra-se na

motivação. Através destas as aulas tornam-se mais divertidas e desafiantes, pois os alunos recebem novas informações a cada instante e ficam sempre na expectativa da novidade que será apresentada.

Como Realizar uma Progressão Corretamente

Numa progressão, as variações sofridas pelos passos e sequências seguem uma lógica de aumento gradual da dificuldade, ou seja, iniciamos com algo fácil e pouco a pouco vamos aumentando o seu grau de complexidade. Para isso, é necessário que os elementos de variação dos passos (deslocamentos, giros, braços, estilo, direções, ritmo e outros) sejam apresentados um de cada vez, devendo ocorrer apenas quando os alunos já dominarem a variação anterior.
Movimentos difíceis sem base dentro dos padrões de movimento conhecidos, cujo produto final possui apenas o número de tempos igual à base e alguma semelhança no seu início e fim, devem ser evitados nas aulas de iniciados. Estas variações, mais conhecidas como substituições, exigem algum cuidado na sua utilização, mesmo nas aulas mais avançadas, nas quais nunca deverão estar seguidas. As coreografias devem ser equilibradas com alternância entre passos fáceis e difíceis.
As progressões cujo produto final possui o mesmo número de tempos e padrão de movimento da base, deverão ser as mais utilizadas durante uma aula. Isto porque são mais visíveis e permitem um melhor acompanhamento pelos alunos.

Aconselhamos que as progressões sejam feitas preferencialmente durante a montagem coreográfica das sequências (principalmente quando são longas), e não, como costumamos observar em algumas aulas, depois do produto final montado. Para alunos iniciantes esta afirmação é ainda mais relevante pois estes levam mais tempo para assimilar os  passos.

 

Imagem7 Cida Conti
Mais de 870 cursos ministrados em 25 países
Educadora Física, International Presenter, Diretora Executiva da Escola Fitness e FIT.PRO

 
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